
”E hoje (só hoje), chorei todas as tristezas do mundo.
O adormecer foi vazio.
O despertar mais ainda.
Sentiu-se a criatura mais surreal.
A mais mal amada.
Com o coração posto em brasas.
Queimada.
Ela olhou-se uma última vez.
Examinou cada cinza.
Cada quase, que imperceptível cinza.
E por um breve instante sorrio.
Sabendo, que este, era o mais sincero de todos.
Por um segundo sentiu paz.”

“Admito que machucou, que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia pra onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão, e que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.”

“Cara, eu só queria te ver mostrando que precisa de mim, vez que outra. Que me amasse com ênfase nas vezes que não mereci ser amada. Porque, entre me sentir inútil só pra você e me sentir inútil pro resto do mundo, optei pela diversidade. Ok, não vou mentir, tenho sentimentos de estimação por você. Mas estou deixando de alimentá-los. Um dia eles morrem”.
Gabito Nunes.

”Porque eu sou fiel aos meus sentimentos. Vou estar com você quando eu realmente quiser estar. Vou te ligar quando eu quiser falar com você. Porque eu não passo vontade. E nem vou passar vontade de você. Não vou fazer joguinho. Eu me entrego mesmo. Assim. Na lata”.
Caio Fernando Abreu.

“Ela é assim um mix de tudo que se possa imaginar dentro de uma grande capacidade de apenas não ser nada em definitivo. Ela é aquilo que não consegue se encaixar em moldes pré-existentes, parece que ninguém nunca foi antes dela. Ela se incomoda com isso, às vezes, muito. Ela é cheia de sentimentos, parece que suas experiências se manifestam é no dorso do seu colo, e quase sempre, de vez em quando, tudo isso pesa. Mas não tem modo, não existe maneira que a faça ser diferente. E ainda, graças a Deus, ela é diferente. Algo que pesa e que tem o dom da leveza, algo que chora e que se manifesta em sorrisos, algo de forte, mas que se desmancha quando encontra a água.”
Clarice Lispector.

A felicidade vem fácil, pinta e borda comigo e me traz um sorriso nos olhos. Sem pena, chega a saudade e me amargura com a sua ausência.

Eu sei que você chora todas as noites, imaginando como seria o abraço confortante dele. Mas, eu também sei que você acorda sorrindo, pelo simples fato dele existir e te fazer tão bem. Eu sei que você fica horas em frente a uma fotografia observando cada detalhe de seu rosto, o sorriso dele e até o jeito que arruma o cabelo.Talvez essa seja apenas uma forma de te manter mais perto dele, mais perto do seu anjo.

Sinto sua falta, mas estou feliz sozinho. Sabe porquê? Longe de você eu não lhe magoo, não discuto com você, não lhe atrapalho em nada, não lhe atraso. Não lhe entristeço. Talvez esteja errada, mas no meu “hoje”, estou certa. A distância esta sendo minha inimiga e amiga, está deixando-lhe longe de mim e ajudando-me entender o mundo, sozinho.
L.G

Ligo alguns pontos na intenção de me encontrar, tentando fugir do passado/presente/futuro que vivo. Buscando respostas por algumas perguntas que não fiz. Olhando para aquilo que não existe, que nem ao menos foi pensado ou que existiu. Sinto a dúvida cada vez mais próximo a mim, não ao meu lado, na minha companhia, dentro de mim. Eu sou a dúvida, tento me entender, me encontrar, me desvendar, me gostar… E término em uma cama de colcha clara, enrolado por um lençol branco com pontinhos azul-marinho

Eu fico toda boba, quando diz que me ama, sabes porque? porque é uma felicidade dentro de mim que cresce aceleradamente junto com as batidas do meu coração…